quinta-feira, 18 de novembro de 2010

modernidade

Será que a vida moderna separa a humanidade?

Cada vez mais sinto que sim. As pessoas simplesmente só tem tempo para trabalhar, serem sugadas pelas suas atividades que exigem cada vez mais dedicação e rapidez. (Tudo é tão automatizado, e tecnológico). Vive-se literalmente no trabalho e dorme-se em casa. A maioria das pessoas estão sempre cercadas de seu Iphones, Ipads, Blackberrys. Existe cada vez menos tempo para a família, para os amigos, para os filhos. As profissões se tornam cada vez mais atemporais, separam os amigos devido à diferença de horários e lugares. Tudo parece um ciclo vicioso. Você estuda e procura emprego. Daí então se especializa. As pessoas fazem o mesmo, a demanda por profissionais diminui, cai o salário e então você tem que fazer mais coisas, estudar mais, trabalhar mais e em horários diferentes e daí vai, vai e vai e se torna cada vez mais enredado. Há quem goste desse tipo de vida, e outros não. Para aqueles que estão "encharcados" da vida moderna e tecnologia, a saída não é deixá-las totalmente de lado, mas saber dosar as sistuações, conviver com o outro, brincar, sair, divertir-se, estar em sociedade aproveitando os pequenos momentos com as pessoas queridas.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Brincadeira de criança.

As situações nos forçam a ser adultos sempre! Não sou contra quem o é! Muitas vezes isso implica sim uma atitude responsável e madura, mas porque não ser criança de vez em quando?! Expor nossas "macaquices", gargalhadas por besteira e também brincar um pouco. O mundo tornou-se tão sério que não sobra espaço pra coisas infantis. Não no estrito significado da palavra, afinal não estamos falando de pessoas retardadas, mas sim daquelas que de vez em quando, como a maioria das pessoas normais deveriam ser, colocam a criança pra fora. Dia desses eu estava vendo um vizinha adulta jogar futebol com algumas crianças. Fiquei analisando e achei algo normal, um momento de descontração. No entanto algumas pessoas reprovaram. Será que mostrar nosso lado criança de vez em quando é tão ruim? Brincar é ruim? Talvez se sobrasse mais tempo pra diversão e não só trabalho e preocupações, as pessoas seriam melhores, mais calmas, menos ruins, mais compreensivas, menos stressadas!  É... não sei mesmo, vai de cada um!

sábado, 6 de novembro de 2010

Complexo? Arte?

"-Contudo essa segunda absolvição não é tampouco definitiva não é mesmo ? - disse K., movendo a cabeça com gesto negativo.
-Certamente que não -corroborou o pintor -;à segunda absolvição segue o terceiro arresto; à terceira absolvição, a quarta prisão, e assim sucessivamente. Isso corresponde à essência mesma da absolvição aparente." Essa citação faz referência ao livro : O processo, de Franz Kafka. No meu entender um autor q mostra alto desempenho intectual. Usa e abusa das palavras... Bastante letrado. No entanto pra quem lê e não está acostumado à uma linguagem q é quase erudita, a leitura se faz difícil. Foi assim pra mim desde q comecei a lê-lo! Acustumado com leituras mais fáceis, com linguagem mais simples, mas de autores igualmente intelectualizados, como Monteiro Lobato, Machado de Assis, Kalled Roseini, senti realmente alguma diferença. Nesse ponto parei pra pensar: "A arte é verdadeiramente discutível". Será q ser intectualizado é realmente erudir coisas q poderiam ser bem mais fáceis de serem entendidas ? É jogar com as palavras? (No caso do livro em questão) É complexibilizar coisas simples e criar situações inexistentes? Como no enredo do livro "O processo" no qual o personagem central é acusado de um crime q não sabe qual é e q é condenado por um tribunal q inexiste numa realidade lógica e, mais ainda, julgado e condenado por um crime no qual não se sabe o motivo, com regras e legislação ilógica na realidade como a conhecemos? "A dilação indefinida -Disse o pintor, ficando um instante em silêncio e olhando diante de si como se estivesse procurando a expressão adequada que explicasse inteiramente seu pensamento -, a dilação indefinida consiste em manter o processo permanentemente em uma das fases iniciais". Para muitos complexibilizar e criar situações ilógicas no processo artístico seria considerado "babozeira". Para outros uma valorização do q é impalpável. No final a arte se mostra subjetiva. Encantando e provocando nosso senso crítico Afinal... gostar ou odiar depende de cada um.